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domingo, 15 de janeiro de 2017

Falta de comida aumenta risco de rebelião na Papuda



A diminuição do abastecimento de alimentos nas cantinas começou após uma determinação do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), em setembro de 2015.
 A falta de abastecimento das cantinas do Complexo Penitenciário da Papuda tem aumentado o clima de instabilidade e tensão. Há 21 dias, as prateleiras das 42 cantinas dos presídios estão sem comida. Faltam também produtos de limpeza e de higiene pessoal. Os massacres ocorridos em cadeias no Amazonas e em Roraima o sistema carcerário em todo o país em alerta. Os funcionários do Complexo da Papuda temem que seja iniciada uma revolta em massa por parte dos detentos em decorrência da falta dos produtos.

Segundo o Metrópoles, o tema está sendo discutido com atenção pela Secretaria de Segurança, Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Tribunal de Justiça do DF, Territórios (TJDFT), Controladoria-Geral do DF e sindicatos. “Isso pode trazer instabilidade e tensão ao sistema”, declarou o presidente da Comissão de Ciências Criminais da OAB-DF, Alexandre Queiroz.
O Tribunal de Contas determinou que fosse realizada uma concorrência pública
Segundo Queiroz, o órgão está preocupado com a escassez de alimentos e disse que realizará inspeções nos presídios ainda este mês para, a partir disto, tomar providências. A diminuição do abastecimento de alimentos nas cantinas começou após uma determinação do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), em setembro de 2015.

Ainda de acordo com a matéria, a ação determinava um prazo de 180 dias para que a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social regulamentasse a gestão de estabelecimentos instalados dentro do complexo penitenciário, que, até o momento, eram empresas contratadas sem licitação. Houve, então, uma recomendação para regulamentação das cantinas da Papuda. O Tribunal de Contas determinou que fosse realizada uma concorrência pública. Após a medida, sem licitação, a Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) parou de pedir encomendas para os fornecedores. Fonte: Noticias Minuto

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