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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Eike entra na lista da Interpol e vira foragido internacional

O nome do empresário foi incluído na chamada difusão vermelho da Interpol, que elenca criminosos que cometeram pedofilia, lavagem de dinheiro e terrorismo.
O nome do empresário Eike Batista, alvo da Operação Eficiência, deflagrada ontem (26) no Rio de Janeiro, foi incluído na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional. Após de não localizar o empresário na manhã de ontem (26), a Polícia Federal solicitou ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio e que autorizou o mandado de prisão do empresário.

A solicitação da PF foi feita mesmo após o advogado de Eike, Fernando Martins, ter dito que o empresário pretende se entregar o mais breve possível à Justiça. O advogado disse que o empresário está em Nova York, nos Estados Unidos, onde participa de reuniões de negócio. O nome do empresário foi incluído na chamada difusão vermelho da Interpol, que elenca criminosos que cometeram pedofilia, lavagem de dinheiro e terrorismo.
O  executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo
As investigações apontam que Eike Batista e o executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo, são acusados de terem pago US$ 16,5 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo, usando uma conta fora do país. Eike Batista, Godinho e Cabral também são suspeitos de terem obstruído as investigações.

O delegado federal Tacio Muzzi, um dos coordenadores da Operação Eficiência, disse, em entrevista à imprensa, que ainda não é possível informar se Eike foi para os Estados Unidos com intenção de fugir. “Estamos tendo cuidado para ver se há espontaneidade dele se apresentar à Justiça”, disse.

Ogrupo EBX e vice-presidente do Flamengo, são acusados de terem pago US$ 16,5 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral
 A operação de hoje teve como base depoimentos, dos delatores Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson Chebar, que são irmãos e atuavam no mercado financeiro. Eles decidiram colaborar espontaneamente com a força-tarefa e estão envolvidos na remessa de US$ 100 milhões do ex-governador para paraísos fiscais e dos US$ 16,5 milhões pagos por Eike Batista em propina. De acordo com as investigações, o s irmãos utilizaram várias. Uma delas, a primeira, tinha o nome de Eficiência, que acabou dando nome à operação.  Fonte:  Agencia Brasil

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