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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Terrorista ameaça o Brasil em rede social


As preocupações são voltadas para as delegações dos Estados Unidos e Canadá que, pela classificação da Abin, estão com “nível muito alto” para ataques. Já a delegação brasileira está com o nível “alto”.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin)  que já monitora as pessoas no Brasil que estão associadas ao terrorismo, afirmou, nesta quarta-feira (13), que o perfil utilizado no Twitter para ameaçar o Brasil realmente pertence a um dos terroristas do Estado Islâmico. A mensagem postada em novembro de 2015 colocava nosso país com um dos próximos alvos dos terroristas que haviam atacada a França. “Brasil, vocês são nosso próximo alvo. Podemos atacar esse país de m*”, escreveu Maxime Hauchard, um jihadista que sempre aparece nos vídeos de decapitação de sírios. A Abin confirmou que a conta no Twitter era verdadeira e era administrada pelo terrorista. A conta já foi deletada pelo microblog.

Um grupo de soldados em franca operação.
O diretor de Contraterrorismo da Abin, Luiz Alberto Sallaberry, comunicou que há seguidores do EI no Brasil. “Monitoramos e percebemos que o perfil realmente era do Maxime, um dos líderes do Estado Islâmico. A partir do momento da postagem houve uma maior intensidade nos discursos de agressividade dos autoproclamados seguidores do grupo terrorista no Brasil”. A afirmação foi dada durante a Feira Internacional de Segurança que acontece no Rio de Janeiro. Sallaberry explicou que Maxime é uma espécie de garoto-propaganda do Estado Islâmico e o segundo na linha de comando de decapitadores.
Um grupo de prisioneiros que vão ser decapitados.
A Abin ainda alerta para o crescimento do número de pessoas que estão no Brasil, jurando lealdade ao califado do EI. “Quando uma pessoa faz o juramento ao califado e se torna autoproclamado ela está disposta a cometer qualquer atentado violento em nome do grupo. A ordem não precisa ser presencial, pode ser via internet”, disse Sallaberry. Por conta disso, a Agência está preocupada com os possíveis ataques dos chamados “lobos solitários” durante a Olímpiada no Rio de Janeiro. As preocupações são voltadas para as delegações dos Estados Unidos e Canadá que, pela classificação da Abin, estão com “nível muito alto” para ataques. Já a delegação brasileira está com o nível “alto”.

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