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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Futuro político de Demóstenes começa a ser definido terça-feira



Se­nador De­mós­tenes Torres  na pró­xima terça-feira (8), vota o relatório.
O fu­turo po­lí­tico do se­nador De­mós­tenes Torres (sem par­tido-GO) co­meça a ser tra­çado na pró­xima terça-feira (8). Neste dia, o Con­selho de Ética do Se­nado – for­mado por 16 se­na­dores – vota o re­la­tório sobre a aber­tura do pro­cesso de cas­sação do par­la­mentar de Goiás. A vo­tação é no­minal e aberta, di­fe­ren­te­mente do que ocorre no ple­nário do Se­nado – onde a sessão e a vo­tação são fechadas e permitidas apenas à en­trada de par­la­men­tares e al­guns as­ses­sores.  O re­la­tório pre­li­minar do se­nador Hum­berto Costa (PT-PE) propõe a aber­tura de pro­cesso de cas­sação contra De­mós­tenes. Para o re­lator, há in­dí­cios que levam De­mós­tenes a ter de res­ponder por pro­cesso dis­ci­plinar, com si­nais de quebra de de­coro par­la­mentar e de prá­ticas con­trá­rias à ética.

No re­la­tório, Costa re­la­ciona uma série de ações atri­buídas ao se­nador de Goiás em favor do em­pre­sário de jogos ile­gais Carlos Au­gusto Ramos, o Car­li­nhos Ca­cho­eira. No ple­nário do Se­nado, De­mós­tenes negou manter re­la­ções po­lí­ticas e de ne­gó­cios com Car­li­nhos Ca­cho­eira. Se­gundo ele, ambos eram apenas amigos O pro­cesso de cas­sação foi ins­tau­rado a partir de uma ação mo­vida pelo se­nador Ran­dolfe Ro­dri­gues (PSOL-AP). Nela, o PSOL acusa De­mós­tenes de que­brar o de­coro par­la­mentar por se en­volver com Car­li­nhos Ca­cho­eira – in­ves­ti­gado pela Po­lícia Fe­deral nas ope­ra­ções Vegas e Monte Carlo, nas quais foram fla­grados diá­logos de Ca­cho­eira, seus in­ter­lo­cu­tores e vá­rios po­lí­ticos, in­clu­sive De­mós­tenes.

A Ope­ração Vegas, co­man­dada pelo de­le­gado da Po­lícia Fe­deral Raul Ale­xandre Mar­ques Sousa, iden­ti­ficou um es­quema de ex­plo­ração de caça-ní­queis e con­tratos pú­blicos co­man­dado por Ca­cho­eira, en­vol­vendo go­ver­na­dores e par­la­men­tares de vá­rios par­tidos po­lí­ticos.
Amanhã (7) deve ser aberto o acesso dos 32 in­te­grantes da Co­missão Par­la­mentar Mista de Inqué­rito (CPMI) do Ca­cho­eira ao inqué­rito en­viado pelo Su­premo Tri­bunal Fe­deral, com res­tri­ções de se­gredo ju­di­cial. Os do­cu­mentos serão pre­ser­vados em uma sala, man­tida sob se­gu­rança du­rante o dia e a noite. Os par­la­men­tares não po­derão usar ce­lular nem com­pu­tador no local, na ten­ta­tiva de evitar o va­za­mento de in­for­ma­ções.

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