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quarta-feira, 9 de maio de 2012

CPMI do Cachoeira toma primeiro depoimento a portas fechadas


(CPMI) do Cachoeira está sendo tomado a portas fechadas.
      O primeiro depoimento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira está sendo tomado a portas fechadas, na tarde de hoje (8). O depoente é o delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques de Souza, que coordenou a Operação Vegas, uma das que investigaram as relações do empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, com a exploração de jogos ilegais.

Cachoeira está preso desde o dia 29 de fe­ve­reiro, também sus­peito de tráfico de influência por causa das relações que manteve com autoridades públicas e políticos, como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Por de­cisão do plenário da CPMI, o depoimento não foi aberto para a imprensa, com o objetivo de manter o si­gilo da operação da Polícia Federal. Dos membros da CPMI, 17 votaram pelo depoimento em sigilo e 11 votaram contra.

    Os depoimentos marcados para a próxima quinta-feira (10), em princípio, também serão tomados em sessão secreta. A CPMI espera ouvir mais um delegado da Po­lícia Federal, Matheus Mella Rodri­gues, responsável pela Operação Monte Carlo, além dos procuradores da República Daniel Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, que acompanham as investigações policiais.

Carlos Cahoeira vai depor como testemunha do senador Demóstenses Torres.
Carlinhos Cachoeira dia 15  

    O depoimento de Carlinhos Cachoeira está mar­cado para o dia 15, em sessão aberta ao público e à imprensa. O requerimento que previa sessão secreta teve votação tumultuada. Houve bate-boca, contestações e até deboches. "Gostaria só de comunicar que tudo que aqui for falado vai vazar e serão as versões mais variadas, vai ser um horror", disse o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) ao delegado Raul de Souza, que aguardava que a porta da sala fosse fechada para iniciar o depoimento.
    O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) votou a favor da sessão secreta, mas ponderou que, quando a comissão apreciar o requerimento pedindo a quebra do sigilo dos inquéritos que estão na Justiça, dará apoio para que as sessões sejam aos jornalistas e ao público em geral.

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