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sábado, 20 de agosto de 2016

Brasil vence a Alemanha e o ouro olímpico é do futebol brasileiro

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Esta foi a 17ª medalha do Brasil na Olimpíada do Rio de Janeiro. Agora, o país soma seis ouros, seis pratas e cinco bronzes, no melhor desempenho da história. Além do ouro de 2016, o futebol masculino tem três pratas (1984, 1988 e 2012) e dois bronzes (1996 e 2008). Este sábado  vai virar lenda, que o Maracanã estava repleto de brasileiros acreditando que o brasil seria medalhista no futebol masculino. O Neymar fez um golaço, passando por um momento de alivio, os alemães interrompeu esta alegria e empatou o jogo, ficando 1 a 1 e levaram o jogo para a prorrogação e os pênaltis. Lembre como pulou porque era pentacampeão mundial.

E como, quando o capitão converteu o angustiante quinto pênalti e fez 5 a 4, todo o Brasil saiu do chão porque era, enfim, campeão olímpico de futebol masculino. Hoje, não só você estará mais orgulhoso que os acreanos: porque o herói da medalha de ouro é de Rio Branco, é goleiro, é Weverton, responsável por defender a cobrança de Petersen. 
O povo brasileiro gritou, debochou do acaso após três chutes da Alemanha acertarem o travessão. Gritou que o Maraca era seu. E era verdade. Porque, apesar dos sustos, o Brasil do primeiro tempo esqueceu qualquer trauma do 7 a 1.

O povo chorou de tristeza, quanto a Alemanha voltou melhor no segundo tempo e mostrou aquela velha eficiência que já machucou todos nós: Meyer, num chute rasteiro, empatou. Você não desistiu, apoiou e se desesperou a cada chance perdida pelo Brasil após a seleção retomar o controle do jogo. Certifique-se de que seus interlocutores saibam exatamente como a barriga do brasileiro gelava a cada contra-ataque germânico. E a prorrogação? 

Todos brasileiros afligiram ao notar o cansaço dos jogadores brasileiros e perceber que Rogério Micale não tinha opções no banco de reservas – Rafinha, sem ritmo, não pôde ajudar. A torcida tentou compensar no grito, na animação, mas não foi suficiente. A torcida brasileira passou a torcer não mais para um gol, mas para que cada passe fosse certo, apenas isso. Seus olhos procuravam Neymar, que lutava mas perdia contra o cansaço. Você deve estar perguntando como a torcida resistiu à disputa de pênaltis. Você provavelmente nem irá lembrar exatamente, porque apenas um borrão de emoções te marcou. A angústia antes de cada chute; a explosão quando Weverton defendeu a cobrança de Petersen. E o alívio, aquela alegria que você não sentia há muito tempo, quando Neymar confirmou o ouro.


Isaquias Queiroz é o único: três medalhas no Jogos Olímpicos do Rio 2016!

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ELE RECEBE UMA MEDALHA E UM BEIJO DA SUA MÃE.
 Após duas medalhas individuais, de prata e bronze, Isaquias Queiroz voltou às águas da Lagoa Rodrigo de Freitas na manhã deste sábado ao lado do parceiro Erlon de Souza e ganhou a terceira: a prata no C2 1.000m da canoagem velocidade. Uma, duas, três medalhas olímpicas em uma mesma edição! Isaquias, agora, tem o que nenhum brasileiro conseguiu na história dos Jogos. O baiano de Ubaitaba e apenas 22 anos já havia igualado, na última quinta, os atiradores Afrânio da Costa e Guilherme Paraense (1920), além dos nadadores Gustavo Borges (1996) e Cesar Cielo (2008), entrando para o grupo de atletas do país com pódios duplos em uma única edição olímpica, após ser prata na C1 1.000m e bronze na C1 200m.

A VITÓRIA FOI DA EQUIPE DO BRASIL
Erlon de Souza, também baiano, mas de Ubatã, foi aos poucos virando a pedra no sapato de Isaquias nas competições locais, regionais e nacionais. Até que passaram a competir juntos. Deu muito certo. Em 2015, em Milão, na Itália, ganharam simplesmente o Mundial de canoagem de velocidade na categoria C2 1.000m, a mesma da medalha deste sábado. Dois frutos de um trabalho que começou há mas de 30 anos com Jeferson Lacerda, primeiro brasileiro a competir na canoagem em Olimpíadas, em Barcelona 1992. Ele e outros amantes da canoagem que, mesmo sem a devida ajuda dos governos estadual e federal e da Confederação Brasileira de Canoagem, tocam à força o trabalho de base em Ubaitaba e cidades próximas.

Outro nome a ser destacado nesta história é o do espanhol Jesus Morlán. O técnico linha dura foi contratado em 2013 para dirigir a seleção brasileira, após ganhar cinco medalhas olímpicas com o compatriota David Cal. Impôs seu estilo de trabalho pesado, com uma semana de folga a cada oito seguidas de trabalho, em uma cidade escolhida a dedo em Minas Gerais. Faz questão de dizer que não é amigo dos atletas. Com oito medalhas olímpicas, é um lapidador de campeões que entrega resultados.

Ele provou que é o melhor, Usain Bolt despediu da Olimpíada

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O atleta jamaicano Usain Bolt chegou à última entrevista de sua carreira olímpica ouvindo e dançando reggae, que tocava em seu celular. Bem à vontade no centro da mesa, entre as equipes do Japão e Canadá, ele ria de algo que mostrava para o colega Asafa Powell no smartphone, brincava com os corredores canadenses e respondia com bom humor às perguntas dos jornalistas. Praticamente todas as perguntas foram direcionadas a ele, que confessou que sentirá saudade da vida de estrela olímpica.
"Eu tenho um misto de sentimentos. É um alívio, por ter toda essa pressão de continuar vindo às olimpíadas e conseguir medalhas de ouro o tempo todo. Passei por muito estresse, mas definitivamente vou sentir falta do esporte e das olimpíadas", disse ele. "A olimpíada é o maior palco para nós atletas, mas eu já fiz tudo o que posso fazer. Eu provei ao mundo que sou o maior no esporte". 

Com sua aposentadoria, Bolt afirma acreditar na continuidade da força jamaicana nas corridas olímpicas. "Eu acho que estamos no caminho certo com os mais novos que temos. Meus companheiros jamaicanos, nós provamos ao longo dos anos que somos capazes e que vamos continuar pressionando e fazendo grandes coisas". FONTE: AGENCIA BRASIL

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Robson Conceição primeiro ouro no boxe do Brasil

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O boxe para Robson Conceição, de 27 anos, teve dois efeitos práticos. Um foi afastá-lo da violência. O outro, mantê-lo vivo. A impressão é do próprio atleta, um jovem da periferia de Salvador, mais especificamente do bairro de Boa Vista de São Caetano, que fez história na noite de ontem. “Sem o boxe, talvez eu nem estivesse vivo. Existe a violência, muitas mortes em Salvador. Eu era muito violento, briguento. Sem o boxe a história seria diferente. Muita gente fala que o boxe é violento. Não é. Eu era violento antes de conhecer o boxe” - diz o baiano.


Robson conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil no boxe olímpico. Num esporte considerado violento, o boxeador diz que a lógica é exatamente contrária. O ringue é um antídoto para a violência urbana e para os personagens dessa violência.

O ouro na categoria até 60 kg deve empurrar o atleta para o boxe profissional. Ele não crava o que vai fazer e deixa em aberto as possibilidades todas. Quer consultar todos os envolvidos antes de uma decisão. Mas, em entrevista aos jornalistas na manhã desta quarta-feira, deixou mais claro qual deve ser seu caminho.